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Editoria Comissão Mineira de Folclore > Impresso - Usos e costumes; folclore > Livro impresso - COMUNICAÇÃO E MUDANÇA: A decadência do lazer tradicional

SOBRE O AUTOR E A PUBLICAÇÃO

O autor, com a disposição de recém graduado e com o entusiasmo por já haver atingido o status de pesquisador, sobe o Espinhaço na altura do Espinhaço Central, atinge a região do diamante e inicia sua garimpagem. Ele não está interessado em diamantes, ele garimpa músicas. Diamantina é o centro, dali o autor visita outras 15 povoações: em uma direção, ele atinge Gouveia, Costa Sena e Congonhas do Norte; em outra, visita Datas, Tijucal, Serro, Itamarandiba, Capelinha e Minas Novas; visita, também, Sopa, Guinda, São João da Chapada e Rio Manso; finalmente, Barão de Guaicuí e Conselheiro Mata. 


O que o autor estava buscando na região onde quase todo mundo buscava diamantes? 


Ainda no século XVIII, ao tempo do Distrito Diamantino, que impunha restrições à entrada e à saída da área delimitada; sem outros meios de comunicação que tropeiros e outros viajantes e sem estradas. Muitos dos residentes viviam de renda, pois alugavam seus escravos para contratadores. Muito tempo livre e pouca atividade levaram ao desenvolvimento do processo de criação e execução de peças musicais estimulando a formação de orquestras, bandas e corais, também o surgimento de compositores, maestros e professores de música.  


A pesquisa abrange os séculos XVIII, XIX e o século XX até a década de 1960 quando foi realizada a coleta de dados.

 
O autor, pesquisador do Centro de Estudos Mineiros, então órgão da reitoria da UFMG, programa e executa a pesquisa, atendendo às exigências da academia, define a amplitude de sua pesquisa, elabora questionários, programa suas visitas e parte em busca de arquivos nas igrejas, nas capelas e nas casas de músicas; entrevista párocos, maestros, compositores. 


Coletados os dados, o autor luta para transformá-los em informações, sem a necessária cobertura de computadores -  ainda na década de 1960. Que informações ele procura?


Causas e consequências de diferentes fases ? inclusive o surgimento -, do desenvolvimento do processo musical; o crescimento, o auge, a decadência. E conclui: As mudanças são atribuídas à Comunicação, ou à falta dela e dá o título ao seu livro:


Comunicação e Mudanças. 


O autor volta a Diamantina, agora em companhia de técnico da Escola de Belas Artes, unidade da UFMG, e microfilma 1200 partituras do arquivo pertencente ao Pão de Santo Antônio, sob a responsabilidade do senhor José Augusto Neves. Estou falando de dados de um registro, dos muitos que existem em Diamantina ? quase todas, senão todas as Igrejas têm o seu arquivo -, e, Diamantina é apenas uma de 16 povoações, há que se perguntar: Quantas partituras constituem o tesouro esquecido?


Analogia com a mineração nos leva a pensar que o autor, depois de profunda escavação, encontrou o veio riquíssimo e dele retirou uma amostra, fez dela uma cópia e a retornou a seu lugar. Depois disto, voltou entupiu o buraco e deixou tudo como encontrou. 


Agora, 50 anos depois, Moreira edita este livro que, como uma trombeta, deverá acordar institutos de patrimônio histórico, deverá acordar escolas e conservatórios de música; acordar e levá-los a buscar todo este tesouro e disponibilizá-lo, em meios eletrônicos, para entendidos e para os amantes da música. Não se pode admitir que apenas: É a ti flor do céu, do gouveano Teodomiro Alves Pereira, gravada pelo Madrigal Renascentista, por Maria Lucia Godoy e tantos outros, seja o único exemplar deste universo, deste imenso tesouro esquecido.

Raimundo Nonato de Miranda Chaves
Professor emérito da Universidade Federal de Viçosa
Membro efetivo da Comissão Mineira de Folclore

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Breve biografia - José Moreira de Souza

José Moreira de Souza é natural de Gouveia - MG. Cursou Filosofia no Seminário Central da Arquidiocese de São Paulo; Ciências Sociais na FAFICH UFMG; Pós-graduado em Psicologia pelo Centro  Universitário Newton Paiva; Mestrado em Sociologia Urbana pela FAFICH UFMG.  Foi professor concursado do Departamento de Ciências Sociais da FAFICH, professor fundador do (ex) Centro Universitário Newton Paiva Ferreira como professor titular de Sociologia e Metodologia da Pesquisa e Coordenador de Pesquisa e Pós-graduação. Sociólogo pesquisador do Centro de Estudos Mineiros da Reitoria da UFMG; Sociólogo Assessor do Conselho de Extensão da UFMG.  Coordenador de Pesquisa e Sistematização do PLAMBEL - Planejamento da Região Metropolitana de Belo Horizonte; Pesquisador Pleno da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro - MG. Sua obra mais importante tem o título de Cidade, momentos e processos, foi premiada e editada pela ANPOCS - Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Ciências Sociais. No ano de 2017 foi laureado com a ?Medalha Mário de Andrade? pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

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Dados técnicos:

capa: 21x44,9cm, 4x0 cores em Supremo. 250g. 

miolo: 548 pgs, 14,8x21cm, 1 cor Preta em Polen Bold 90g.  

formato fechado: A5

Impresso pela Gráfica e Editora O Lutador

Inst. Missionarios Sacramentinos Nsa Sra

 

 

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